Jornal Brasa | EDITORIAL – EDIÇÃO 03
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EDITORIAL – EDIÇÃO 03

Por Lívia Vilela

Curiosamente, certa vez li que na época do Império Romano os textos eram transportados a pé ou a cavalo. Nessa ânsia de sobreviver ao jornal velho, seguimos com o papel divertido: o diálogo – do jornal, possui um caráter de testemunho, quando seu registro pode ser facilmente resgatado em qualquer tempo. Tempos em que é bem-vinda a lembrança de ensinamentos marcantes e de boas prosas.

Agora, um ano depois de iniciar o BRASA, o jornal acumulou cinco edições impressas e novos leitores latentes de cultura. Despertamos uma brasa adormecida nas pessoas com uma nova experiência de leitura. Isto não é planejado: é algo que acontece naturalmente. Abrimos novos olhares, novos caminhos, em hábitos de vida e de consumo consciente.

Acreditamos na importância de apoiar a formação de cidadãos críticos, capazes de interagir positivamente entre si e com o ambiente em que vivem. Apostamos em uma educação que reafirme que o homem e a natureza são indissociáveis, criativos, cuidadosos, conscientes da responsabilidade com todas as formas de vida, pois são as pequenas ações individuais que levam a grandes mudanças sociais. Sempre teremos a ambição de fazer do BRASA, vida.

Nesta edição, mantemos o hino ao fogo baixo para falar sobre arte. Mag Magrela estampa duas de nossas capas e conta a sua história. Ela, artista de rua e paulista, em suas descobertas e navegações, recentemente expôs as suas peças em Nova York, sob o título de “Meu Muro”.

Na música, o Underdose, QRtunes e o Festival Timbre contribuem para fortificar a cena independente. No diário de bordo, o reluzente Liniker, com seu talento intuitivo e exuberante em terras mineiras, narrado por nosso editor. O projeto Concertos Tribanco traz músicos renomados que tocam piano e distribuem vida há 13 anos, com ações para um mundo melhor e transformador de pessoas e lugares. Ainda falamos de Betha, Bethania – lembro dos olhares de quem estava ao redor, em um dos seus shows que tive o prazer de apreciar: sorrisos, lágrimas e silêncio.

Depois de fortes emoções, uma parada para apreciar a culinária e a kale – há uma história e você tem que pensar sobre ela. Entre panelas, a gastronomia se movimenta para uma alimentação saudável, de qualidade e responsável, com o uso de ingredientes orgânicos, de produtos de fornecedores locais e utilização integral de alimentos para evitar o desperdício. À moda mineira, a nossa personal chef da Terra dos Papagaios conta a sua história e inaugura uma seção no jornal, “Di Orsini”, com receitas, dicas e experiencies que vão acender muitos fogões. Mais uma tentação virtual para sucumbir.

Verde é pouco para a nossa Cinderela do Cerrado! Em tempos de encantamento, o Cachoeiro traz outro roteiro de cachoeira da região: tem natureza exuberante e plácida, que descansa o olhar. Simplificando a vida, além das belezas naturais, a HORTA existe para praticar e disseminar o cultivo afetivo, a vontade de cuidar de si, do nosso espaço e de quem a gente ama, com o charme e a graça de cada muda improvável. O quintal é o abrigo e a essência de tudo o que observamos. Tudo a mão, nesse belo caminho feito brasa.

Me leia enquanto estou quente, sem pressa.

Edição 03